5 min
O único número que nos importa mesmo
Dois terços das nossas crianças continuavam a jogar futebol nalgum sítio aos dezoito. É essa a ambição toda.
Em catorze anos, um miúdo que passou por aqui assinou contrato profissional. Ele próprio diria que nós éramos quatro das onze horas por semana que fazia aos quinze, e seria desonesto da nossa parte pôr a fotografia dele na primeira página e deixar que traçasse uma linha entre ele e o seu próprio filho.
O número que pomos na primeira página é que cerca de dois terços das crianças que acabaram connosco aos dezasseis continuavam a jogar futebol nalgum sítio aos dezoito — um clube, uma equipa da universidade, futebol de cinco à quarta-feira. Isso é o que uma escola de futebol consegue mesmo influenciar, e é um resultado bastante melhor do que parece: o normal no futebol de formação é as crianças pararem, quase sempre entre os treze e os quinze, e muitas vezes porque deixou de ter piada.
Se o seu filho for excepcional, não vai precisar que sejamos nós a dizer-lho e um clube encontra-o independentemente de onde treina às terças. Tudo o que fazemos aponta ao resultado muito mais provável e muito mais útil, que é ele ainda estar a jogar aos vinte e cinco.
O que procurar numa escola de futebol
Seis perguntas que vale a pena fazer, incluindo as duas que quase nenhuma escola está à espera.
Porque é que não fazemos testes aos oito anos
Um teste nessa idade mede quem cresceu primeiro, e a cada criança a quem disseram que não tinha nível disseram uma coisa falsa.