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Porque é que o seu rondo não ensina nada
Um rondo sem direcção treina uma competência que o jogo nunca pede. Aqui está a versão que treina, e a única linha que é preciso acrescentar.
O rondo é um exercício magnífico para uma coisa: manter a bola sob pressão num espaço sem alvo. Essa situação aparece num jogo talvez duas vezes, normalmente por acidente, e nunca nos momentos que preocupam alguém. Se os treinadores continuam a fazê-lo é porque parece futebol e produz muitos passes, e muitos passes dão sensação de progresso.
A solução não é deixar de fazer rondos. É dar à bola um sítio para onde ir. No momento em que acrescenta direcção — um apoio, uma porta, uma zona a alcançar — o exercício deixa de treinar posse e passa a treinar progressão, que é o que o modelo pede mesmo. Vão detestar durante uns quatro minutos porque a taxa de sucesso cai, e essa queda é exactamente o objectivo.
A linha a acrescentar: o golo só conta se a bola sair do quadrado. Tudo o resto no seu rondo pode ficar igual. Se quiser a versão completa, é a sessão do terceiro homem, e é uma das gratuitas.
Textos
Um modelo com trinta princípios não é um modelo
Se os seus jogadores não o conseguem recitar a perder 3–2 com oito minutos pela frente, é um documento e não um modelo.
Fale menos nos primeiros quatro minutos
A melhoria mais fiável ao alcance de quase todos os treinadores que vejo, e não custa nada além do desconforto de ficar ali parado.