Produtividade da formação: a única métrica que conta
Não quantos chegam a profissionais nalgum lado. A percentagem de minutos da vossa própria equipa principal jogados por jogadores que formaram.
Qualquer formação consegue produzir um número que a favoreça. Jogadores com contrato profissional, jogadores nas selecções jovens, jogadores que acabaram a jogar nalgum lado. Tudo verdade, tudo irrelevante para o clube que paga, porque nenhum responde à pergunta que a direcção está mesmo a fazer: o que é que recebemos?
A medida que responde é a percentagem de minutos da vossa equipa principal jogados por formados no clube — três ou mais anos entre os quinze e os vinte e um, que é a definição padrão e mais estrita do que aquela que quase todos os clubes usam sobre si próprios. É comparável, é difícil de contestar e costuma ser um susto considerável na primeira vez que uma direcção a vê ao lado de cinco clubes equivalentes.
Um número baixo não é automaticamente um falhanço. Uma formação montada explicitamente para vender deve ter poucos minutos e muito retorno, e isso é uma estratégia coerente. O que não é coerente — e é o que encontro na maioria das auditorias — é um clube montado para vender, julgado internamente por minutos e portanto cheio de gente a falhar num trabalho para o qual ninguém lhe deu meios.
Textos
O vosso problema de contratações é um problema de estrutura
Os clubes ligam por causa da observação. A conclusão é quase sempre que três pessoas acham que têm a última palavra e isso nunca foi escrito.
O que faz realmente um director desportivo
Sobretudo: absorve as decisões que de outro modo seriam tomadas por quem estiver mais zangado num domingo à noite.